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Joaquim
Roque, em 2007
(foto: Miguel Barriga) |
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Joaquim Roque
Homenagem ao
Gaiteiro torreense
11 de Novembro - Teatro-Cine de Torres Vedras
No próximo dia 11 de Novembro, pelas 11h, no Teatro-Cine, a Câmara
Municipal de Torres Vedras irá atribuir uma Medalha de Mérito Cultural
ao gaiteiro Joaquim Roque. Esta proposta resulta de uma iniciativa da
Associação Gaita-de-foles e de José Alberto Sardinha.
O reconhecimento da importância de Joaquim Roque como gaiteiro surge num
momento em que a Associação Gaita-de-foles está a produzir um livro
sobre este tocador, cuja data de lançamento será divulgada dentro em
breve. A obra incide sobre as memórias de vida de Joaquim Roque e a sua
importância no contexto da Gaita-de-fole na Estremadura, sendo
acompanhada por CD contendo registos musicais realizados ao longo de
diferentes períodos da sua vida e ainda por um DVD.
Joaquim Roque é, com 72 anos de idade, o último tocador de gaita-de-fole
vivo no concelho de Torres Vedras e um dos últimos gaiteiros antigos em
toda a Estremadura. Nasceu a 24 de Março de 1936 na Cadriceira,
Freguesia de Turcifal, residindo actualmente em Pedra Pequena, na
Freguesia de S. Pedro da Cadeira.
Ao longo dos últimos cinquenta anos, a sua actividade como gaiteiro
levou-o a acompanhar os círios do concelho aos mais diversos santuários
religiosos da Estremadura, tendo ainda contribuído com a sua arte
musical para a alegria e divertimento do povo torreense, nos bailes de
aldeia, nos bailes dos círios, no cortejo do Carnaval, quer ainda em
simples convívios vicinais.
O seu saber, os seus dotes musicais, a simpatia e a disponibilidade para
ensinar fazem de Joaquim Roque uma figura ímpar, sendo estimado por
todos os que com ele têm convivido, entre os quais cumpre destacar os
jovens tocadores de gaita-de-fole, que dele têm colhido importantes
ensinamentos ligados a este instrumento musical.
Por influência e estímulo de Joaquim Roque, trabalhador rural que ainda
hoje mantém a sua actividade de gaiteiro, alguns destes jovens
participam hoje em círios do concelho de Torres Vedras, perpetuando
assim no presente e no futuro próximo uma prática musical que remonta a
grande antiguidade na região Oeste, e que Joaquim Roque soube manter
viva até hoje.
Fonte: Associação
Gaita-de-foles

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